sábado, 14 de março de 2026

RESUMO DO LIVRO DE LEVITICO

Conforme diz o nome, Levítico, o terceiro livro de Moisés ressalta a
função dos sacerdotes de Israel, membros da tribo de Levi aos quais
Deus escolheu para prestar serviços em seu santuário (Deuteronômio
10:8). Portanto, muitos crentes pensam que o Levítico é uma espécie de
manual técnico que orientava os antigos sacerdotes nos pormenores
das cerimônias que o povo de Deus já deixou de observar, e por isso
mesmo, o Levítico é hoje o menos prezado dos livros do Pentateuco.
Contudo, devemos afirmar que sua mensagem estava dirigida
originariamente a todos os crentes (Levítico 1:2), e suas verdades
continuam sendo de principal significado para o povo de Deus, visto que
o Levítico constitui a primeira revelação pormenorizada do tema vivo do
Grande Livro em geral, isto é, a revelação da forma mediante a qual
Deus restaura o homem perdido. Tanto a atividade redentora de Deus
como a conduta do homem que se apropria de tal redenção se acham
resumidas no versículo chave, que diz: "Ser-me-eis santos, porque eu,
o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus
"(20:26).
A fim de realizar a salvação e restaurar o homem ao seio de seu
Criador, é preciso prover um meio de acesso a Deus. A primeira metade
do Levítico (capítulos 1 a 16) apresenta-nos, assim, uma série de
medidas de caráter religioso que representam a forma mediante a qual
Deus redime os perdidos, separando-os de seus pecados e suas
consequências. Os diversos sacrifícios (capítulos 1 a 7) eram figuras,
por assim dizer, da morte de Cristo no Calvário, onde aquele que não
tinha pecados sofria a ira de Deus em nosso lugar, para que
pudéssemos ser salvos de nossa culpa (II Coríntios 5:21; Marcos 10:45).
Os sacerdotes levíticos (capítulos 8 a 10), prefiguravam o serviço fiel de
Cristo ao efetuar a reconciliação pelos pecados do povo (Hebreus 2:17).
As leis da limpeza e purificação (capítulos 11-15) deviam constituir-se
em lembranças perpétuas do arrependimento e da separação da
impureza, que deve caracterizar os redimidos (Lucas 13:5), enquanto o
dia culminante do culto de expiação (capítulo 16) proclamava o perdão
de Deus para os que se humilhassem mediante uma entrega fiel a
Cristo, o qual proporcionaria acesso ao próprio céu (Hebreus 9:24).
Mas a salvação não é apenas separação do mal: abrange uma união
positiva ao que é bom, justo. De modo que a segunda metade do
Levítico (capítulos 17-27) apresenta uma série de padrões práticos do
que o homem deve aceitar a fim de viver uma vida santa. Esta conduta
prática inclui expressões de devoção em assuntos cerimoniais (capítulo
17), na adoração (capítulos 23 a 25), mas giram em torno de assuntos
de conduta diária do amor sincero a Deus, e citando desta parte do
Levítico: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (19:18).
Em sua forma, Levítico existe principalmente como legislação expressa
por Deus: "Chamou o Senhor a Moisés e... disse: Fala aos filhos de
Israel, e disse-lhes..."(1:1-2), As duas narrativas históricas (capítulos 8 a
10 e 24:10-22) servem-nos de pano de fundo para assuntos de caráter
legislativo: e a única variante em sua forma, o sermão final de exortação
de Moisés (capítulo 26), é seguido de um apêndice de leis que regulam
matérias que em si mesmas não são obrigatórias (capítulo 27).
Autor:
Em mais de 50 pontos em seus 27 capítulos, o Levítico afirma ser
palavra de Moisés dirigida por Deus. O Novo Testamento também cita o
livro ao dizer: "Ora, Moisés escreveu..."(Romanos 10:5). Os críticos que
relegam o Levítico a um milênio depois de Moisés, fazem-no a expensas
da integridade da evidência bíblica. As Sagradas Escrituras descrevem o
Levítico como livro dado a Israel pouco depois que os israelitas foram
adotados como o povo da aliança de Deus (Êxodo 19:5). Fora-lhes dada
a lei moral básica, o Decálogo (Êxodo 29:43; 40:34). A seguir, vem o
Levítico, segundo Deus o havia prometido (Êxodo 25:22), como guia
para a conduta e para a adoração. Sua legislação e seus
acontecimentos abrangem tão-somente algumas semanas de tempo,
desde o levantamento do tabernáculo por parte de Moisés (Êxodo20:17),
até à partida de Israel do monte Sinai, menos de dois meses depois
(Números 10:11), no mês de maio de 1445 a.C., segundo datas fixadas
pela maioria dos exegetas evangélicos

 

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