sexta-feira, 27 de março de 2026

SERMÃO DA MONTANHA

O Sermão da Montanha (
Mateus 5-7) é o núcleo do ensino ético de Jesus, definindo o caráter dos cidadãos do Reino de Deus. Ele inverte valores humanos ao exaltar a humildade, pureza, misericórdia e justiça (Bem-aventuranças), instruindo sobre a prática interior da fé, o amor aos inimigos e a confiança total na providência divina.
Mateus 5: As Bem-aventuranças e a Nova Lei
  • 5:1-12 (As Bem-aventuranças): Jesus descreve a verdadeira felicidade, não baseada em bens materiais, mas em atitudes de humildade, mansidão, fome de justiça e pureza de coração.
  • 5:13-16 (Sal e Luz): Seguidores de Cristo devem influenciar o mundo (sal) e refletir a glória de Deus (luz).
  • 5:17-20 (Jesus e a Lei): Jesus não anula, mas cumpre a Lei, exigindo uma justiça superior à dos fariseus.
  • 5:21-48 (A Nova Ética): Jesus eleva o padrão moral, ensinando que a ira é equivalente ao homicídio, a luxúria ao adultério, e ordena o amor aos inimigos, buscando a perfeição divina.

Mateus 6: Piedade e Confiança
  • 6:1-18 (Sinceridade na Piedade): Esmolas, oração (Pai Nosso) e jejum devem ser feitos para Deus, não para exibir piedade aos homens.
  • 6:19-24 (Tesouros no Céu): A prioridade deve ser espiritual, não material. "Onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração".
  • 6:25-34 (Preocupações): Jesus ordena não viver ansioso por comida ou roupa, mas buscar em primeiro lugar o Reino de Deus.

Mateus 7: Relacionamentos e Conclusão
  • 7:1-6 (Julgamento): Proíbe o julgamento hipócrita; adverte para tirar a "trave" do próprio olho antes de remover o cisco do irmão.
  • 7:7-12 (Oração e a Regra de Ouro): Encoraja a persistência na oração ("pedi, buscai, batei") e resume a ética cristã: fazer aos outros o que gostaria que fizessem a você.
  • 7:13-27 (A Escolha): Alerta sobre a porta estreita, os falsos profetas e conclui com a parábola dos dois fundamentos: obedecer às palavras de Jesus é construir na rocha.

O Sermão termina com o espanto da multidão pela autoridade com que Jesus falava, em contraste com os escribas.

 

Juízes

O título do livro dos Juízes provavelmente foi sugerido pelo versículo 16
do capítulo 2, que diz: "Suscitou o Senhor juízes, que os livraram da
mão dos que os pilharam." Os juízes eram pessoas cheias do Espírito
Santo, que em épocas de emergência nacional conduziram o povo à
guerra, e depois de libertá-los da opressão estrangeira, continuavam
dirigindo os destinos da nação na paz. Exerciam as funções de
magistrados militares e civis.
Mediante convite feito a duas tribos ou mais para realizar uma ação
conjunta, vários dos juízes prepararam o caminho para a união das doze
tribos na futura monarquia.
Na tríplice divisão da Bíblia hebraica - lei, profetas e escritos - o livro dos
Juízes acha-se entre os profetas.
O livro dos Juízes contém a história dos treze juízes que governaram
Israel desde a morte de Josué até à época de Eli e Samuel. É possível
que alguns dos juízes tenham governado simultaneamente em
diferentes regiões. O livro dos Juízes abrange um período de
aproximadamente 400 anos.
Juízes é um livro valioso pelas provas históricas que apresenta sobre o
desenvolvimento da religião de Israel durante os primeiros anos da
conquista. O livro abrange períodos de transição que se iniciam com a
vida incerta e desintegrada das tribos, até organizar-se uma federação
que, finalmente, culminou na formação da monarquia. As lutas intestinas
das diversas tribos, com seus problemas individuais, no meio de uma
população estrangeira, são vistas com maior clareza nos Juízes do que
no Pentateuco ou em Josué.
Conquanto profetas posteriores tenham feito apelo mais vigoroso, à
consciência do homem, o livro dos Juízes nos apresenta uma filosofia da
história que demanda a atenção do crente moderno. O descuido das
ordenanças do Senhor e a adoração de deuses falsos conduzem ao
castigo, ao passo que o arrependimento sincero proporciona o favor
divino. O fato de que Deus trata com a nação em face da atitude desta
para com as leis morais divinas, merece hoje nossa consideração.
Autor:
Na ausência de informação precisa, várias sugestões têm sido
apresentadas com respeito ao autor do livro dos Juízes. A opinião mais
aceita é que Samuel, além de seu cargo de profeta, compilou o livro. A
época em que foi escrito este livro pode ter sido durante sua retirada da
vida pública. A evidência interna insinua que o livro já estava em
circulação antes de Davi conquistar Jerusalém. Sem dúvida alguma, o
escritor empregou anais escritos deixados por juízes anteriores, relativos
à época e aos acontecimentos de seu respectivo governo.
 

Parábola do Fazendeiro e o Servo

A Parábola do Fazendeiro e o Servo está localizada no Evangelho de Lucas (17:7-10). Esta parábola também é conhecida como “O Servo e o Seu Dever“. Vejamos abaixo o texto dessa parábola de Jesus:

Qual de vocês que, tendo um servo que esteja arando ou cuidando das ovelhas, lhe dirá, quando ele chegar do campo: Venha agora e sente-se para comer?
Pelo contrário, não dirá: Prepare o meu jantar, apronte-se e sirva-me enquanto como e bebo; depois disso você pode comer e beber?
Será que ele agradecerá ao servo por ter feito o que lhe foi ordenado?
Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever.
(Lucas 17:7-10)

Contexto da Parábola do Fazendeiro e o Servo

É fundamental para o entendimento dessa parábola, perceber que ela é resultante de uma advertência feita por Jesus nos versículos anteriores (vers. 1-6). Na verdade, o capítulo 17 do Evangelho de Lucas a qual essa parábola se encontra, pode ser dividido em três partes. Na primeira parte temos uma advertência por parte de Jesus e o relato da parábola que estamos estudando (vers. 1-10). Na segunda parte temos a descrição da cura de dez leprosos, dos quais apenas um voltou para agradecer (vers. 11-19). Na terceira e última parte, temos um conteúdo predominantemente profético (vers. 20-37).

Se a Parábola do Fazendeiro e o Servo é resultado da advertência dos versículos anteriores, também é importante compreendermos o porquê Jesus fez essa advertência. Embora muitos estudiosos discordem que o capítulo 17 possui alguma relação temática com os capítulos anteriores (15 e 16), uma leitura atenta mostrará que a construção da narrativa feita por Lucas, sinaliza uma forte relação entre estes capítulos. Aliás, não podemos nos esquecer de que o próprio Lucas afirmou que, após um cuidadoso estudo, ele resolveu escrever um “relato ordenado” (Lc 1:3).

No capítulo 15, sabemos que os fariseus tratavam com grande desprezo os publicanos e os pecadores que se reuniam em torno de Jesus. No capítulo posterior (16), percebemos esse mesmo tipo de tratamento por parte do rico ao pobre Lázaro na parábola contada por Jesus. Ambos os capítulos nos mostram que esse tipo de tratamento só causa dano às pessoas que são menosprezadas e negligenciadas. Agora, no capítulo 17, naturalmente Jesus faz uma advertência aos seus discípulos para que não cometam semelhante pecado, ou seja, que não sirvam de tropeço para os desprezados que se aproximam do Senhor em busca de alento (vers. 1,2). Jesus alerta para o perigo de incitar alguém a pecar, e para a importância fundamental do perdão (vers. 3,4).

Diante de tal advertência, os discípulos então reconhecem que necessitam da ajuda divina, e pedem para que o Senhor aumentasse a fé deles (vers. 5). A resposta de Jesus lhes deixa claro que nenhuma tarefa designada por Ele seria impossível de ser realizada, desde que mantivessem firme a confiança em Deus (vers. 6). Essa resposta foi um consolo, pois agora eles sabiam que poderiam realizar grandes obras pela fé e cumprir as ordenanças do Mestre. Porém, antes que o assunto fosse concluído, Jesus conta a Parábola do Fazendeiro e do Servo, para demonstrar a atitude correta, e a verdadeira intenção de coração que seus seguidores devem ter ao realizar as tarefas para as quais foram designados.

Explicação da Parábola do Fazendeiro e o Servo

Nessa parábola, Jesus fala de um fazendeiro que possuía uma pequena fazenda. Isso fica claro que pelo fato de ele possuir somente um servo. É verdade que existe um debate entre os intérpretes se nessa passagem a palavra grega doulos deva ser traduzida como “escravo” ou “servo”, sendo o último no sentido de um trabalhador livre. Entretanto, essa discussão não é importante para o sentido principal do ensino de Jesus nessa parábola. De qualquer forma, a Parábola do Fazendeiro e o Servo mostra o relacionamento frio e impessoal tão comum no primeiro século entre patrão e empregado, ou, para quem preferir, dono e escravo.

Após o servo ter trabalhado no campo cuidando do gado e arando a terra, o fazendeiro ordena ao servo que lhe sirva, e, somente depois do fazendeiro ter se alimentado, o servo poderia se alimentar. Isso foi uma ordem, e o servo sabia que deveria cumprir simplesmente por ser esse o seu papel. Por ter realizado tais tarefas, o servo não deveria esperar nenhum tipo de elogio, pois fez nada mais do que o esperado dele.

O principal ensino dessa parábola esta na frase de Jesus: “Quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever” (vers. 10). Jesus, nessa parábola, está ensinando aos seus seguidores o que realmente significa ser servo. Nos versículos anteriores a Parábola do Fazendeiro e o Servo, vimos que as advertências foram feitas, as tarefas delegadas, as ordens dadas e as condições garantidas (através da fé). Não estamos fazendo um “favor” ao executar o que foi ordenado pelo Senhor, ao contrário, estamos fazendo apenas nossa obrigação como servos.

Se entendermos que nessa parábola de Jesus a ordem do fazendeiro possa ter causado insatisfação ao servo que, após cuidar da terra, ainda precisou servir seu senhor antes que ele próprio pudesse se alimentar, devemos também entender que no reino de Deus as coisas são diferentes, pois seus verdadeiros servos, aqueles que de fato sabem o verdadeiro significado de servir, não realizarão suas tarefas como um tipo de obrigação, antes, farão de bom grado, com alegria no coração e grande gratidão por estarem servindo o seu Senhor.

Se avançarmos nos versículos seguintes a Parábola do Fazendeiro e o Servo, encontramos a história dos dez leprosos que foram curados por Jesus. Jesus ordenou aos dez que fossem se mostrar aos sacerdotes. Enquanto iam, eles foram purificados (vers. 13,14). Obviamente os dez cumpriram a ordem, pois a restauração da comunhão social e religiosa daqueles homens dependia disso. Porém, apenas um dos dez leprosos, em alta voz louvando a Deus, voltou correndo para Jesus para agradecer-lhe. Perceba que esse leproso fez mais do que lhe foi ordenado fazer. Ele é diferente do servo que apenas cumpre sua obrigação, pois a gratidão a Deus foi o que realmente fundamentou sua atitude.


Lições da Parábola do Fazendeiro e o Servo

  • Nossa verdadeira intenção: a intenção do nosso coração é fundamental no modo em que nos comprometemos com as tarefas que nos foram delegadas como cidadãos do reino de Deus. O ponto principal não está no “fazer”, mas no “como fazer”. A viúva e os ricos ofertaram, mas qual foi a oferta mais valiosa? O fariseu e o publicano oraram, mas qual oração foi sincera? Caim e Abel ofereceram sacrifícios, mas qual agradou a Deus? Percebe a diferença que faz a intenção do nosso coração. Qual tem sido a intenção do teu coração ao servir o Senhor?
  • Entendendo nossa posição: por mais de uma vez os discípulos de Jesus perguntaram qual deles seria o maior no reino do céus (Mt 18:1; Mc 9:34; 10:37; Lc 9:46; 22:24). Esse mesmo comportamento tem se repetido muitas vezes entre muitos cristãos. A busca pelo lugar de destaque parece não ter limites. Até mesmo dentro das igrejas, durante nossos cultos, podemos presenciar esse tipo de comportamento. Eu mesmo já presenciei a disputa acirrada de alguns obreiros para decidir quem iria se sentar nas primeiras cadeiras de um púlpito, como se dali, Deus os pudesse ver melhor. Quanta ignorância. De fato, estar entre os primeiros diante dos homens gera alguns benefícios, e certamente pode resultar em status e reconhecimento. Entretanto, diante de Deus, a coisa é exatamente o contrário. Se somos verdadeiramente seguidores de Cristo, então necessariamente somos servos, pois Ele se preocupou em nos ensinar o verdadeiro significado de servir. Que possamos aprender a cada dia com nosso Mestre, ouvindo suas doces e duras palavras, e seguindo diligentemente seu exemplo: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos” (Mc 9:35). “Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve” (Lc 22:26,27; cf. Lc 12:35-38; Jo 13:1-15).
  • Não buscar recompensas: outra lição que Jesus constantemente ensinou durante seu ministério é que não devemos trabalhar no reino de Deus buscando recompensas. Nossa relação com Deus nunca foi e nunca será a de empregador e empregado. Aos nossos patrões, podemos reclamar nossos direitos, mas ninguém poderá, jamais, reivindicar de Deus os serviços prestados. Deus não é devedor a homem algum, e não devemos esperar recompensas por tarefas cumpridas. Tal como na parábola, somos servos, e, como servos, não devemos esperar elogios por termos feito apenas o que devíamos fazer. Se fizermos tudo o que nos foi proposto, ainda somos servos inúteis. Na Parábola do Fazendeiro e o Servo, o adjetivo “inútil” não está aplicado no sentindo de “imprestável”, mas no sentido de falta de merecimento, ou seja, ressaltando a condição de que, se somos servos, não merecemos elogios por termos feito nossa obrigação. Nosso Senhor é bondoso, justo e rico em misericórdia. Sabemos que Ele recompensa seus servos, mas essa recompensa não é por merecimento, mérito pessoal de cada um ou alguma dívida para conosco, mas é unicamente por sua maravilhosa graça.

 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Parábola da Dracma Perdida

A Parábola da Dracma Perdida fala sobre a forma como Deus busca o pecador perdido e se alegra com seu arrependimento. Essa parábola contada por Jesus está registrada em Lucas 15:8-10. Nela, Jesus retratou o empenho de uma mulher que, ao perder uma de suas dez dracmas, diligentemente se põe a procurar a dracma perdida.

Essa mulher acende a candeia e varre toda sua casa, até encontrar a dracma que se perdeu. Ao encontrar a dracma perdida, a mesma mulher convoca suas amigas e vizinhas para que se alegrem com ela por ter achado a dracma. Na conclusão da parábola, Jesus diz que semelhantemente há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. Vejamos na sequência deste estudo bíblico o significado e a explicação completa da Parábola da Dracma Perdida.

Contexto da Parábola da Dracma Perdida

O evangelista Lucas registrou a Parábola da Dracma Perdida num capítulo onde duas outras parábolas também foram registradas. São elas: a Parábola da Ovelha Perdida e a Parábola do Filho Pródigo.

Obviamente existe uma profunda ligação entre as três parábolas, nas quais Jesus transmite uma mensagem central. Essa mensagem não é outra se não o extraordinário amor de Deus pelos perdidos.

Na ocasião em que contou a Parábola da Dracma Perdida, Jesus estava cercado por publicanos e pecadores que se juntaram para ouvi-lo. Os pecadores eram as pessoas moralmente marginalizadas e de má reputação na sociedade. Essas pessoas não possuíam um padrão de vida aprovado pelos religiosos da época. Por isto, elas eram praticamente excluídas do convívio social.

Já os publicanos eram os cobradores de impostos, os judeus que estavam a serviço do Império Romano. Os publicanos eram vistos pelo povo como traidores que extorquiam os próprios irmãos.

Era recomendado que os judeus evitassem ao máximo ter contato com essas classes de pessoas. Porém, Jesus não apenas tinha contato com essas pessoas, mas também comia com elas e até mesmo ia em busca delas (Lucas 5:27-29). Foi assim com Mateus, um publicano que o Senhor escolheu para ser um de seus doze apóstolos.

Esse tipo de comportamento desagradava completamente os fariseus e os doutores da Lei. Com toda sua ignorância e soberba religiosa, eles não conseguiam perceber que o propósito pela qual o Filho de Deus veio ao mundo, é buscar e salvar o perdido. Então, diante dos religiosos escandalizados, Jesus contou três parábolas, entre elas a Parábola da Dracma Perdida.

Explicação da Parábola da Dracma Perdida

Essa é uma parábola bem pequena, porém em sua simplicidade revela uma história completa e profunda. A história da mulher e sua dracma perdida se harmonizava à vida cotidiana do primeiro século.

Essa dracma perdida, em algumas traduções “moeda de prata”, era uma moeda grega. Tal como o denário romano, a dracma correspondia à quantia paga ao trabalhador comum por um dia de serviço. Saiba mais sobre os pesos e medidas da Bíblia.

Alguns sugerem que as dez dracmas eram toda a economia daquela mulher. Outros apontam para a possibilidade de que as dez dracmas faziam parte de seu dote, e eram usadas como um tipo de enfeite. Se for este o caso, então é possível que ela tenha colocado as dez dracmas em uma corrente em volto de seu pescoço.

Conforme o costume da época, ela também poderia ter atado as moedas em uma tira de pano que enfeitava seu penteado. Seja como for, o fato de a mulher perder uma das dracmas foi motivo de grande ansiedade.

Jesus também fala que ao procurar a dracma perdida, a mulher ascende uma lâmpada. Isso indica, provavelmente, que Jesus estava utilizando como pano de fundo para a sua parábola, uma típica casa de uma pessoa de classe pobre. Essas casas eram bem pequenas, tinham piso de terra batida e não havia janelas.

Às vezes, os construtores deixavam algumas pedras faltando na parede, próximo ao teto. Isto servia para permitir a ventilação no interior da casa. Entretanto, tais aberturas de ar não eram suficientes para prover iluminação adequada. Mesmo durante um dia de sol, a casa permanecia escura. Assim, fica evidente a dificuldade que havia na procura de algum objeto pequeno que caía no chão de terra.

Na parábola, com a ajuda de uma lamparina, a mulher então varre a casa em busca da dracma perdida. Ela procura em cada canto, com muita diligência, até que consegue encontrar a moeda. Ao encontrar a dracma perdida, a mulher desejou repartir sua alegria com as amigas e vizinhas, afinal, a dracma estava novamente guardada em segurança.

O significado da Parábola da Dracma Perdida

O clímax da Parábola da Dracma Perdida ocorre exatamente nesse ponto. Jesus afirma que assim como a mulher se alegrou com suas amigas pela moeda encontrada, também Deus se alegra diante de seus anjos quando um pecador se arrepende.

Algumas pessoas, caindo nas armadilhas da alegoria, insistem em atribuir significado a cada um dos elementos dessa parábola. Essas pessoas dizem, por exemplo, que a mulher dessa parábola simboliza o Espírito Santo ou então a própria Igreja. Eles dizem isto ao entender que o pastor da Parábola da Ovelha Perdida simboliza Jesus, enquanto a Parábola do Filho Pródigo foca em representar o Pai.

Outros também afirmam que a lâmpada que a mulher ascende representa o Evangelho. Na sequência, supostamente a vassoura com que ela varre o chão seria a Lei. Mas não é preciso um grande esforço para entender que essas interpretações estão erradas. Elas fogem do objetivo da história contada por Cristo.

Ao se interpretar uma parábola, sempre é preciso priorizar sua mensagem central. Quando se segue essa simplicidade na interpretação, dificilmente se erra o alvo do ensino do Senhor. Não há qualquer necessidade de se atribuir significados para todos os elementos de uma parábola. Esse tipo de coisa apenas distorce sua verdadeira mensagem.

Quando uma parábola possui um elemento que precisa ser identificado no que diz respeito ao seu significado particular, o próprio Jesus deixa isso diretamente expresso em sua narrativa. A Parábola do Semeador é um exemplo disto (Mateus 13:1-9,18-23).

Quanto a Parábola da Dracma Perdida, a mensagem é muito clara: Deus busca pelo perdido, e se alegra grandemente na presença dos anjos por cada um deles que se arrepende.

Aplicação prática da Parábola da Dracma Perdida

O ensino principal da Parábola da Dracma Perdida ficou claro no tópico acima. Com base nele, podemos perceber uma importante aplicação prática para nossa vida cristã. Devemos sempre nos perguntar: Qual tem sido nossa atitude para com os perdidos? Será que estamos tendo a presunção de desprezar aqueles a quem o próprio Deus busca?

O contexto da Parábola da Dracma Perdida nos convida a olhar para o exemplo de Jesus. A Igreja de Cristo deve agir para com os pecadores assim como nosso Senhor agiu. É triste ver que muitos se denominam cristãos, mas seguem o exemplo dos escribas e fariseus. Eles não demonstram amor pelos perdidos.

Ao invés de evitar os pecadores de seu tempo, Jesus frequentemente estava acompanhado deles. Nosso Senhor se assentava à mesa com eles e ativamente os buscava (Lucas 19:10; cf. 19:5; Mateus 14:14. 18:12-14; João 4:4s; 10:16).

Jamais deveríamos correr o risco de desprezar àqueles a quem o Senhor busca. Como seus seguidores, devemos proclamar que Cristo veio “buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10). Muitas pessoas talvez não dariam importância a uma simples dracma perdida. Mas tal como aquela mulher buscou sua dracma perdida, Deus busca aqueles a quem o mundo despreza, isto porque o valor e o mérito não estão no perdido, mas Naquele que o encontra.

 

Josué

O livro de Josué é a continuação, poderíamos dizer, do Pentateuco.
Moisés morreu na terra de Moabe, contemplando a terra prometida. A
Josué, seu sucessor, coube a missão de dirigir o povo de Israel através
do Jordão e na terra prometida. A maior parte do livro descreve a
conquista de Canaã e a divisão da terra entre as tribos de Israel. Depois
da queda de Jericó e de Ai, e da capitulação de Gibeon, na região
central de Canaã, Josué teve de enfrentar duas coligações sucessivas
de estados cananeus, uma na região meridional capitaneada pelo rei de
Jerusalém, e a outra no norte, sob as ordens de Jabim em Hazor.
Contando com a ajuda divina Josué pôde conquistar tanto o sul como o
norte, e distribuir a terra entre as tribos. Contudo, formaram-se bolsões
de resistência, e cada uma das tribos teve a responsabilidade de ocupar
a terra que lhe foi designada. O Livro de Josué registra a história de
Israel desde a nomeação de Josué como sucessor de Moisés até sua
morte aos 110 anos de idade.
Autor:
O título do livro indica que Josué é seu personagem principal. O livro em
si mesmo é anônimo, embora exista sólida evidência interna de que foi
escrito por uma testemunha ocular dos muitos acontecimentos aí
descritos. Em sua forma atual, porém, o livro é posterior a Josué, cuja
morte registra. A conquista de Debir por Otoniel e de Laís pelos danitas
ocorreu depois da morte de Josué
O livro talvez tenha sido escrito por um dos "anciãos que ainda
sobreviveram" depois de Josué, que empregou o material escrito pelo
próprio Josué (24:26; leia também 24:1-25).


 

Onde o Antigo Testamento prediz a vinda de Cristo?

 Há várias profecias do Antigo Testamento sobre Jesus Cristo. Alguns intérpretes dizem que existem centenas de profecias messiânicas. Veja a seguir as que são consideradas as mais claras e mais importantes.

Quanto ao nascimento de Jesus - Isaías 7:14: "Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel." Isaías 9:6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz." Miqueias 5:2: "Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade."

Quanto ao ministério e morte de Jesus - Zacarias 9:9: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei; ele é justo e traz a salvação; ele é humilde e vem montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta." Salmo 22:16-18: "Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e ficam a mirar-me. Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançam sortes."

A profecia sobre Jesus que provavelmente é a mais clara é o capítulo 53 do livro de Isaías. Isaías 53:3-7 é especialmente inequívoco: "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisa duras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca."

A profecia das “setenta semanas” em Daniel capítulo 9 predisse a data exata em que Jesus, o Messias, seria “morto”. Isaías 50:6 descreve corretamente a surra que Jesus teria que aguentar. Zacarias 12:10 prediz que o Messias seria “transpassado”, o que ocorreu depois de Jesus ter morrido na cruz. Poderíamos providenciar muitos outros exemplos, mas esses devem ser suficientes. O Antigo Testamento com certeza profetiza sobre a vinda de Jesus como o Messias.


segunda-feira, 23 de março de 2026

Jesus é Deus em carne?

Desde a concepção de Jesus pelo Espírito Santo no ventre da Virgem Maria (Lucas 1:26-38), a verdadeira identidade de Jesus Cristo sempre tem sido questionada por céticos. Tudo começou com o noivo de Maria, José, que estava com medo de se casar com ela quando ficou revelado que ela estava grávida (Mateus 1: 18-24). Ele a tomou como sua esposa só depois de o anjo confirmar-lhe que a criança que ela carregava era o Filho de Deus.


Centenas de anos antes do nascimento de Cristo, o profeta Isaías predisse a vinda do Filho de Deus: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9:6). Quando o anjo falou a José e anunciou o nascimento iminente de Jesus, ele aludiu à profecia de Isaías: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)" (Mateus 1:23). Isso não quer dizer que deviam dar ao bebê o nome Emanuel; isso significava que "Deus conosco" era a identidade do bebê. Jesus foi Deus vindo na carne para habitar com o homem.

O próprio Jesus entendeu a especulação sobre sua identidade. Ele perguntou a seus discípulos: "Quem diz o povo ser o Filho do Homem?" (Mateus 16:13; Marcos 8:27). As respostas variaram, assim como variam hoje. Em seguida, Jesus fez uma pergunta mais urgente: "Quem dizeis que eu sou?" (Mateus 16:15). Pedro deu a resposta certa: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mateus 16:16). Jesus afirmou a verdade da resposta de Pedro e prometeu que sobre aquela verdade Ele iria construir a sua igreja (Mateus 16:18).

A verdadeira natureza e identidade de Jesus Cristo tem significado eterno. Cada pessoa deve responder à pergunta que Jesus perguntou aos discípulos: "Quem dizeis que eu sou?"

Ele nos deu a resposta correta de muitas maneiras. Em João 14: 9-10, Jesus disse: "Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras."

A Bíblia é clara sobre a natureza divina do Senhor Jesus Cristo (ver João 1:1-14). Filipenses 2:6-7 diz que, embora Jesus estivesse "subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana" Colossenses 2:9 diz: "porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade."

Jesus é totalmente Deus e totalmente homem, e o fato de sua encarnação é de extrema importância. Ele viveu uma vida humana, mas não possuía uma natureza pecaminosa como nós. Ele foi tentado, mas nunca pecou (Hebreus 2:14-18; 4:15). O pecado entrou no mundo através de Adão, e a natureza pecaminosa de Adão foi transferida para cada bebê nascido no mundo (Romanos 5:12) - exceto para Jesus. Porque Jesus não teve um pai humano, Ele não herdou uma natureza pecaminosa. Ele possuía a natureza divina do Pai Celestial.

Jesus teve que atender a todas as exigências de um Deus santo antes que pudesse ser um sacrifício aceitável para o nosso pecado (João 8:29; Hebreus 9:14). Ele teve que cumprir mais de trezentas profecias sobre o Messias que Deus, através dos profetas, havia predito (Mateus 4: 13-14; Lucas 22:37; Isaías 53; Miqueias 5:2). 

Desde a queda do homem (Gênesis 3:21-23), a única maneira de sermos justificados diante de Deus é o sangue de um sacrifício inocente (Levítico 9: 2; Números 28:19; Deuteronômio 15:21; Hebreus 9:22). Jesus foi o último e perfeito sacrifício que satisfez de uma vez por todas a ira de Deus contra o pecado (Hebreus 10:14). Sua natureza divina tornou-o apto para o trabalho de Redentor; o seu corpo humano forneceu o sangue necessário para redimir. Nenhum ser humano com uma natureza pecaminosa poderia pagar tal dívida. Ninguém mais poderia satisfazer os requisitos para se tornar o sacrifício pelos pecados de todo o mundo (Mateus 26:28; 1 João 2:2). Se Jesus fosse meramente um homem bom como alguns afirmam, então Ele tinha uma natureza pecaminosa e não era perfeito. Nesse caso, a sua morte e ressurreição não teriam poder para salvar ninguém.

Porque Jesus era Deus na carne, só Ele poderia pagar a dívida que devemos a Deus. A sua vitória sobre a morte e a sepultura conquistou a vitória para todos que põem sua confiança nele (João 1:12; 1 Coríntios 15: 3-4, 17)

 

Josué

O livro de Josué é a continuação, poderíamos dizer, do Pentateuco.
Moisés morreu na terra de Moabe, contemplando a terra prometida. A
Josué, seu sucessor, coube a missão de dirigir o povo de Israel através
do Jordão e na terra prometida. A maior parte do livro descreve a
conquista de Canaã e a divisão da terra entre as tribos de Israel. Depois
da queda de Jericó e de Ai, e da capitulação de Gibeon, na região
central de Canaã, Josué teve de enfrentar duas coligações sucessivas
de estados cananeus, uma na região meridional capitaneada pelo rei de
Jerusalém, e a outra no norte, sob as ordens de Jabim em Hazor.
Contando com a ajuda divina Josué pôde conquistar tanto o sul como o
norte, e distribuir a terra entre as tribos. Contudo, formaram-se bolsões
de resistência, e cada uma das tribos teve a responsabilidade de ocupar
a terra que lhe foi designada. O Livro de Josué registra a história de
Israel desde a nomeação de Josué como sucessor de Moisés até sua
morte aos 110 anos de idade.
Autor:
O título do livro indica que Josué é seu personagem principal. O livro em
si mesmo é anônimo, embora exista sólida evidência interna de que foi
escrito por uma testemunha ocular dos muitos acontecimentos aí
descritos. Em sua forma atual, porém, o livro é posterior a Josué, cuja
morte registra. A conquista de Debir por Otniel e de Laís pelos danitas
ocorreu depois da morte de Josué
O livro talvez tenha sido escrito por um dos "anciãos que ainda
sobreviveram" depois de Josué, que empregou o material escrito pelo
próprio Josué (24:26; leia também 24:1-25).

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A Parábola do Filho Pródigo

No capítulo 15 de Lucas temos o registro de três parábolas de Jesus. Esse é o capítulo da ovelha desgarrada, da dracma perdida e do filho que se foi. Mas também esse é o capítulo da ovelha recuperada, da dracma encontrada e do filho que voltou. Mais ainda, esse é o capítulo onde o pastor busca a ovelha, a mulher procura diligentemente sua moeda de prata e onde o pai aguarda pacientemente o retorno do filho.

São três parábolas: a Parábola da Dracma Perdida; a Parábola da Ovelha Perdida; e a Parábola do Filho Pródigo. Essa última talvez seja a mais conhecida de todas as parábolas de Jesus.

O que significa “filho pródigo”?

A palavra “pródigo” originalmente transmite um sentido de “extravagância descuidada”. Na aplicação original, o pródigo é aquele que age de uma forma extravagante, além dos limites.

É por isto que em nosso idioma o significado de pródigo pode ser tanto “esbanjador” e “gastador” como “generoso”, “magnânimo” e “abundante ao distribuir”.

Vale dizer que o título “Parábola do Filho Pródigo” não foi divinamente inspirado. Isso significa que esse título não consta no texto original do Evangelho de Lucas, sendo então atribuído à parábola tempos depois.

Talvez esse não seja o título mais apropriado, pois a parábola é muito mais sobre o pai do que sobre o filho. Por este motivo é que alguns estudiosos ao longo do tempo preferiram chamar essa parábola por outros títulos. Por exemplo: Parábola do Pai que Espera; Parábola do Pai Pródigo; e Amor Prodigo Para o Filho Pródigo.

Contexto da Parábola do Filho Pródigo

Quando Jesus contou a Parábola do Filho Pródigo ele estava cercado por publicanos e pecadores que se reuniram para ouvi-lo. Os publicanos eram os cobradores de impostos; judeus que estavam a serviço do Império Romano. Os publicanos eram vistos pelo povo como traidores que extorquiam os próprios irmãos.

Já os pecadores eram as pessoas moralmente marginalizadas e de má reputação na sociedade. Essas pessoas não possuíam um padrão de vida aprovado pelos religiosos da época, e, por isso, elas eram excluídas por eles.

Aos judeus era recomendado que evitassem ao máximo ter contato com essas duas classes de pessoas. Na verdade os rabinos nem mesmo ensinavam tais pessoas.

No entanto, Jesus fazia diferente. Jesus contrariava aquela religiosidade hipócrita. Jesus não apenas tinha contato com aquelas pessoas, mas também comia com elas; e mais além, Ele as buscava. Foi assim com Mateus, um publicano escolhido para compor o grupo dos doze apóstolos.

Esse tipo de comportamento escandalizava os fariseus e os doutores da Lei. Eles ficavam indignados, e frequentemente questionavam Jesus acerca disto. O capítulo 15 do Evangelho de Lucas foi uma dessas ocasiões.

Os rabinos da época concordavam que Deus recebia o pecador arrependido. Mas eles não compreendiam que é o próprio Deus quem busca tais pecadores.

Jesus respondeu àqueles religiosos contando três parábolas, entre elas a Parábola do Filho Pródigo. As três parábolas inegavelmente transmitem uma mensagem central: o extraordinário amor de Deus pelos perdidos. Esse certamente é o ensinamento principal da Parábola do Filho Pródigo.

Explicação e significado da Parábola do Filho Pródigo

A Parábola do Filho Pródigo é muito rica em detalhes, de forma que grandes sermões já foram pregados de perspectivas diferentes. Podemos usar essa parábola, por exemplo, para aprendermos sobre relacionamentos familiares, embora esse não seja o sentido principal dessa parábola.

O segredo para interpretarmos as parábolas de Jesus é nos atentarmos à sua mensagem principal. Não precisamos atribuir significado a todos os elementos de uma parábola, mas devemos direcionar a nossa atenção para o que realmente Jesus estava ensinando.

A Parábola do Filho Pródigo fala de três personagens: o pai; o filho mais novo; e o filho mais velho. Apesar de Jesus não ter nomeado especialmente cada um dos personagens na ocasião em que foi contada essa parábola, esses três personagens claramente tinham significados específicos: o pai representava Deus; o filho mais novo representava os publicanos e pecadores; e o filho mais velho os escribas e fariseus.

Porém, como toda a Palavra de Deus, o ensino presente na Parábola do Filho Pródigo rompe as barreiras do tempo. Ela é tão atual para nós hoje quanto foi há dois mil anos.

Da mesma forma como aquelas pessoas puderam ver a si mesmos enquanto Jesus contava a Parábola do Filho Pródigo, hoje nós também podemos nos identificar como se estivéssemos na frente de um espelho enquanto lemos essas palavras de Jesus.

Quando olhamos para o filho mais novo talvez possamos dizer: esse sou eu. Ou, quando olhamos para o filho mais velho, talvez também possamos dizer: acho que estou me comportando como ele.

É importante dizer que Jesus direcionou a Parábola do Filho Pródigo aos escribas e fariseus. É comum vermos essa parábola sendo usada apenas com ênfase no filho mais novo, e geralmente aplicada àqueles que deixaram a casa do Pai. Porém Jesus enfatiza muito mais o filho primogênito do que o mais novo, fazendo com que a própria parábola aponte especialmente para os religiosos.

A seguir, vamos meditar na exposição do texto bíblico que registra a Parábola do Filho Pródigo.

A atitude do filho mais novo

Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres (Lucas 15:11,12).

O versículo 12 nos mostra que o filho mais novo tinha um plano. Ele queria sair de casa, pois estava cansado da vida no lar do pai. O filho mais novo se sentia preso e queria ser livre.

Então ele pediu a herança ao pai. Ele tinha direito a um terço da herança quando seu pai morresse, porém, ele não podia esperar. Essa atitude foi um completo desrespeito; ele não se importou com a vida do pai. Ele não quis saber se o pai contava com ele para ampará-lo na velhice. Seus planos eram mais importantes. Ele amava mais a si mesmo do que ao pai. Ele quebrou os mandamentos de Deus.

A divisão proposta pelo filho era muito complicada. Alguns estudiosos entendem que pela antecipação ele recebeu a nona parte ao invés de um terço a qual tinha direito. Bem, sobre isso nada sabemos. Mas seja como for, o fato é que tal pedido gerou problemas.

Toda a propriedade precisava ser dividida. Uma parte considerável deveria ser vendida e liquidada. Essa era uma situação que afetava todo o lar, além de ser um insulto ao pai que nunca lhe deixou faltar nada.

O plano do filho pródigo

Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente (Lucas 15:13).

No versículo 13 encontramos o filho mais novo saindo de casa, saindo de sua terra, com liberdade e recurso para viajar o mundo. Ele poderia ir para a Ásia Menor ao norte, ao Egito e a África ao sul, ou Babilônia a leste e Grécia e Itália a oeste.

Não sabemos para onde ele foi. Só sabemos que ele foi para um lugar distante. Ele se afastou o máximo que pôde da casa do pai.

Sua atitude foi completamente inconsequente. Ele juntou tudo o que tinha. Ele não deixou nenhuma reserva na casa do pai para que se caso seu plano desse errado ele pudesse voltar dignamente. Esse filho mais novo viveu de forma dissoluta, da maneira que lhe parecia melhor.

A ruína do filho pródigo

Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade (Lucas 15:14).

No versículo 14 temos notícias do início de sua ruína. Seus recursos acabaram, ele havia gastado tudo e começou a passar necessidades. O dinheiro acabou e a fome chegou.

Para piorar ele estava em terra estrangeira e ninguém podia socorrê-lo, não tinha mais amigo, não tinha mais status, não tinha mais herança. O desejo mundano é passageiro, é ilusão, ele leva embora a alegria, ele arruína a vida, ele traz solidão.

Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos (Lucas 15:15).

O versículo 15 nos mostra a humilhação a qual o filho mais novo foi submetido. Para sobreviver ele foi cuidar de porcos. Devemos nos lembrar de que ele era um judeu, e como tal não podia ter contato com porcos. Estes animais eram considerados imundos pela Lei (Levítico 11:7).

Os rabinos consideravam as pessoas que cuidavam de porcos amaldiçoadas. Com isso percebemos que ele perdeu seus recursos, sua religião e consequentemente sua identidade.

Ali, ele desejava fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada (Lucas 15:16).

No versículo 16 somos informados que ele sentiu tanta fome que desejou comer as lavagens que eram dadas aos porcos, porém o texto parece indicar que ele não chegou a comê-las. Entretanto, o “não comer” não representava alguma dignidade para ele, ao contrário, representava o castigo da fome.

A transformação do filho pródigo

Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! (Lucas 15:17).

Já o versículo 17 nos mostra o momento de seu arrependimento. Lemos que ele “caiu em si”. No originou seria algo como “recobrou seu senso” ou “quando voltou a si mesmo”.

Nesse momento vemos que ele sentiu saudade de casa. Ele descobriu que os empregados temporários de seu pai eram mais dignos do que ele, de modo que tais empregados diaristas tinha o que comer, e ele morria de fome.

Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores (Lucas 15:18,19).

Perceba que nos versículo 18 e 19 ele reconheceu o seu erro. Naquele momento ele soube que seu abandono foi precipitado, que sua decisão foi insensata.

Também entendeu que o que fez não foi apenas um erro, foi um pecado. Ele havia pecado contra Deus e contra o pai. Ele compreendeu quão ingrato ele havia sido, e sabia que não poderia mais ser chamado de filho, então queria ser um empregado temporário.

Nesse exato momento aquele filho mais novo já não era mais o mesmo rapaz inconsequente que saiu da casa do pai. Ele havia sido transformado.

Um pai pródigo para um filho pródigo

E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou (Lucas 15:20).

No versículo 20 lemos que o pai avistou o filho que estava retornando. O pai nunca havia perdido o interesse no filho, e uma vez e outra sempre estava olhando o caminho à espera do dia que o filho voltaria.

O filho, quando partiu, achava que nunca mais voltaria ali, mas o pai tinha certeza de que um dia ele estaria de volta. Isso fica muito claro na reação do pai.

O texto bíblico diz que o pai se compadeceu profundamente. Ele correu para o filho. Naquela época um ancião não podia correr, isso era indigno, mas o pai não se importou com a humilhação, o que importava era o filho a quem ele estava buscando no caminho.

O pai o abraçou, não olhando para as condições em que seu filho estava se aproximando. O filho estava rasgado, descalço, era a personificação da miséria, mas o pai só olhou o arrependimento, e o acolheu em seus braços.

O pai também o beijou repetidas vezes. Perceba que ele se compadeceu, correu, abraçou e beijou, antes de dizer uma única palavra. Que amor maravilhoso. Que graça incompreensível.

E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho (Lucas 15:21).

No versículo 21 vemos que o filho começa a fazer o discurso que havia ensaiado. Ele reconheceu o seu pecado, reconheceu a sua miséria, reconheceu que não tinha mérito algum e reconheceu que não era digno de ser chamado de filho. Porém, algo que realmente merece nossa atenção é o fato de que ele não conseguiu dizer “faz de mim um de seus empregados”. O pai nunca deixou que ele dissesse essas palavras.

O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos (Lucas 15:22,23).

Nos versículos 22 e 23 temos o relato de como o pai o recebe de volta ao lar. O pai queria dar ao filho a importância que ele não merecia, mas seu amor de pai era imenso e inexplicável.

O pai lhe providencia roupa, símbolo de honra; anel, um símbolo de autoridade; sandália, um símbolo de que ele não era um escravo. Aquele filho era um homem livre, pois o amor de seu pai o libertou.

O pai também manda preparar o bezerro cevado. Esse animal era um novilho guardado para ser usado somente na ocasião mais especial. Para o pai, haveria alguma ocasião mais especial do que essa?

Esses versículos nos revelam algo muito profundo. Aqui entendemos que o controle sempre esteve nas mãos do pai. Perceba que enquanto o filho estava vivendo dissolutamente o pai estava fazendo provisão para o filho que retornaria. Enquanto o filho estava esbanjando, o pai estava cevando o novilho, deixando a roupa, o anel e a sandália preparados para o momento do retorno.

Com isto, entendemos que a parábola, como um todo, aponta para a soberania de Deus, que busca ativamente pecadores desprezíveis que não estavam procurando por ele.

Porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se (Lucas 15:24).

O versículo 24 possui um significado muito importante que infelizmente muitas pessoas não percebem. Note os contrastes: morto,vivo; perdido,achado.

A explicação dessas palavras é a seguinte: no sentido prático, o filho estava morto pois havia recebido toda sua parte da herança. Ele não fazia mais parte da família. Ele também estava perdido, pois havia sido destruído em suas loucuras, e desperdiçado tudo o que lhe poderia sustentar durante a vida.

Porém há algo mais profundo. A palavra “morto” reflete o grau mais avançado de miséria e de decomposição. Morto não toma ação, não decide, não tem razão sobre si.

Aquele filho estava morto e perdido, ou seja, ele estava no mais profundo estado de desgraça. Porém há uma boa notícia, uma notícia que explica a reação do pai.

O apóstolo Paulo escrevendo aos Efésios, ensina que “Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Efésios 2:1).

No mesmo Evangelho de Lucas, o próprio Jesus declara: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10).

O filho mais velho

Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo (Lucas 15:25-28).

Entre os versículo 25 e 28 somos apresentados ao outro filho, o filho mais velho. Esse era o filho pródigo primogênito. Ele nunca se afastou do pai, mas também nunca esteve próximo; ele sempre teve todo o amor que precisava, mas sempre esbanjou o amor e a presença do pai.

Se o filho mais novo se perdeu saindo de casa, o filho mais velho se perdeu dentro de casa. Que coisa terrível, perdido dentro de casa.

Então mais uma vez o pai é quem saiu de casa para ir de encontro a um filho. Dessa vez ele foi encontrar o filho mais velho. Nas palavras do filho mais velho, vemos que ele encarava o relacionamento com o pai na base da recompensa.

Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado (Lucas 15:29,30).

Ele tinha direito a dois terços de toda a herança, mas estava preocupado com um simples novilho. Ele era filho, mas se enxergava como um empregado. No original ele diz algo como: “estive trabalhando como escravo para ti”.

Ele também tentava se auto justificar dizendo: “nunca desobedeci tuas ordens”. Ele não entendia que de um filho se espera mais do que simples obediência; ele não havia entendido que diante de um pai tão bondoso nada do que tinha feito poderia impressionar.

Ele só estava preocupado com as posses do pai, que, consequentemente, eram suas. Ele não amava o pai, apenas queria sua fortuna. Ele não se preocupou com a dor do pai quando ficou sem seu caçula, nem mesmo com o irmão que se foi, pois como mais velho ele poderia ter ido buscá-lo.

Esse filho estava mesmo preocupado era com a herança. Perceba que ele diz “esse teu filho”, ao invés de dizer “esse meu irmão”. Ele era um estranho dentro de casa.

Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado (Lucas 15:31,32).

A resposta do pai nos versículos 31 e 32 estabelece um tremendo contraste. O pai se dirige a ele dizendo “meu filho”. No original grego a expressão utilizada aqui significa algo como “meu menino”, transmitindo um sentido mais afetuoso.

O pai também usa a expressão “esse seu irmão”, ou seja, o pai o coloca como membro da família, além de demonstrar que havia considerado como justo o filho mais novo.

Lições da Parábola do Filho Pródigo

Não apenas a Parábola do Filho Pródigo, mas todo o capítulo 15 de Lucas, certamente aponta para o extraordinário amor de Deus.

Perceba a alegria do pastor que encontra a ovelha perdida (Lucas 15:6,7); do contentamento da mulher que encontra a dracma perdida (Lucas 15:9,10). Da mesma forma o pai, nessa Parábola do Filho Pródigo, se alegra com o retorno do filho perdido (Lucas 15:23,24, 32).

Claramente também podemos perceber uma intensificação na narrativa de Jesus. Primeiro ele fala da ovelha, depois da drácma e, finalmente, do filho.

Podemos aprender muitas coisas com esse ensino do Senhor. Em primeiro lugar, a Parábola do Filho Pródigo nos ensina que o Pai busca, traz de volta e se alegra na conversão do pecador operada pelo Espírito.

Diante disto, é impossível não perguntarmos: Quem somos nós? Quão perdidos estávamos? Será que merecíamos esse cuidado tão pessoal do próprio Deus?

Tudo o que podemos dizer é que Ele nos ama. Ele faz uma festa por nossa causa, mas entenda que isso não é sobre nós, é inteiramente sobre Ele. Nunca poderíamos ir para casa do Pai sem um caminho que nos levasse até lá. Jesus é esse caminho (João 14:6).

Em segundo lugar, a Parábola do Filho Pródigo nos convida a refletir sobre qual tem sido a nossa posição para com os perdidos. Aqui temos uma importante lição. Diante dos perdidos podemos assumir algumas atitudes diferentes: podemos odiá-los; tratá-los com indiferença; recebê-los quando vierem até nós; ou buscá-los.

Como seguidores de Cristo, cidadãos do reino de Deus, qual tem sido a nossa atitude? Estamos mais parecidos com Jesus ou com os fariseus e doutores da Lei?

Em terceiro lugar, agora falando do nosso relacionamento com o Pai, a Parábola do Filho Pródigo nos leva a fazer as seguintes perguntas: Como estamos nos comportando? Será que somos como o filho mais novo ou como o filho mais velho?

O filho mais novo apenas queria sua parte na herança, e a maneira que ele achou para conseguir isso foi sendo ruim, se afastando e indo embora. Já o filho mais velho também só estava interessado na herança, e a forma que ele achou para consegui-la foi sendo bom, obediente e ficando em casa.

Você percebe que ambos eram ruins? A ruína do filho mais novo foi sua precipitação, inconsequência, insensibilidade e desobediência. Já a ruína do filho mais velho foi seu comprometimento, sua obediência, seu bom serviço e sua sensibilidade superficial. O filho mais novo se afastou do pai por ser muito mau, enquanto o filho mais velho se afastou por ser muito bom.

Em quarto lugar, a Parábola do Filho Pródigo nos traz um grande alerta. É impossível não falarmos sobre o que ocorrem com os dois filhos. A parábola termina com o filho mais novo dentro de casa, participando da festa que o pai promoveu. Por outro lado, a parábola também termina sem mostrar o filho mais velho retornando à casa do pai para se alegrar com seu irmão que voltou.

Não temos nenhuma autorização para irmos além do que o texto bíblico diz. Especificamente na Parábola do Filho Pródigo não sabemos o que ocorreu com o filho mais velho, porém sabemos que esse filho era uma figura dos escribas e fariseus, os mesmos que acabaram crucificando Jesus (Atos 7:52).

Como o filho mais velho, esses religiosos tentavam se auto-justificar. Eles se achavam bons de mais, tão bons a ponto de praticamente entenderem que alguém como eles nunca poderia ser privado do paraíso.

Hoje, muitas pessoas se comportam como o filho mais velho. Elas não faltam aos cultos, são obedientes, oram, jejuam e fazem tudo o que podem. Porém nada é verdadeiro, tudo é por interesse. Essas pessoas acham que suas boas obras serão capazes de salvá-las.

Essas pessoas cantam os nossos hinos, usam a nossa Bíblia, dizem ser um dos nossos, e até chamam nosso Deus de Pai. Mas elas são estranhas dentro de casa. Haverá um dia em que fatalmente ouvirão: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:23).

Os filhos mais velhos não entendem nada sobre a graça de Deus. Eles não compreendem que tudo é pelo mérito de Cristo, e que não há nada em nós mesmos que possa nos credenciar à salvação.

Se Deus se alegra na presença de seus anjos por um pecador arrependido, se hoje temos morada na casa do Pai, e se não estamos mais mortos e perdidos em nossos pecados e delitos, isso tudo é pela obra redentora de Cristo na cruz.